quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hoje saudadiei...

Lanço mão desse neologismo para flexionar o adjetivo saudade como se fosse um verbo... isso porque a minha saudade não tem referência ao presente, muito pelo contrário... estou bem, tendo como contraponto definidor do meu contorno corporal o ar que me circunda... na verdade saudadiei do tempo em que eu precisava do seu corpo para dar contorno no meu... quando o meu corpo fundia-se nas múltiplas possibilidades de existência você estava lá, como para me conduzir de volta para o contorno de existência com você... Saudadiei desse contorno de existência pontilhado, saudadiei do pulsar da vida que esses intervalos de liberdade me proporcionavam... mas uma das mais sábias palavras de um compositor e poeta, que nem gosto tanto, está mais do que correta: o tempo não pára... e consequentemente não posso voltar a ele... mas nem é esse o desejo que penso imprimir nessas palavras...Flexionei o adjetivo como se fosse verbo, já que não faz sentido mais ter saudades de você no presente... na verdade, nem mais te conheço e é justamente por isso não faz sentido ter saudades de ti, se fosse isso, não estaria sendo justa comigo no aqui, justo agora... o meu presente é estar feliz no tempo de agora! apenas um devaneio de hora do banho... e uma vontade de imprimir outras plasticidades na vida... acho que não faz muito sentido isso, mas quem disse que era para fazer??? Mas que nos dias de hoje, uma das coisas mais revolucionárias é poder ter um intervalo na seqüência da vida para existir justamente no que não faz sentido... isso lá é verdade... e apenas se pode dar no presente.

TRILHA SONORA:
http://www.youtube.com/watch?v=N0St6yjhcys&NR=1

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

BOTECO SUJO: Censura eu, Folha!

BOTECO SUJO: Censura eu, Folha!: " Na semana passada, uma forte crise nostálgica atingiu a família Frias. Podia ser saudade dos anos 80, época em que a Folha de S. Paulo era ..."

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mais alguns devaneios...

...as coisas ruins de um dia perfeito são os dias subsequentes... eles nem são ruins por si, se tornam por comparação...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Remexendo e revirando o meu baú...

Hoje, não sei por que, me veio, depois de muitos anos, "um algo" para escrever... e ainda na proposta de "fazer diferente"... esse não pretendo queimar, hehehehe.

Prontos, aí vai:

Já nem sei se essas emoções que agora habitam esse meu olhar tão perplexo é por você, tão novo em minha vida; ou se é pelo reencontro, proporcionado também por ti, com um "eu" meu que havia esquecido num cantinho escuro de minh'alma... (04/08/2010 Carla Silva Barbosa)

(ainda bem que ninguém lê isso aqui!)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pra fechar a conclusão do dia com chave de ouro... fui ao cinema!

Simplesmente perfeito... foi praticamente um soco no estômago, vale a pena dar uma conferida:



http://videos.sapo.ao/JFou6MQeydtd6lR7JVfV

Não é fácil ser simples... Reflexões num retorno a vida...

Sabe quando a vida parece que não anda, que nada acontece... e depois de muito, mas muito tempo você resolve parar de reclamar e simplesmente fazer coisas que normalmente não faria... No início, parece que não surte muito efeito, sei lá, parece que é apenas mais um dito de livro de auto-ajuda. Aí você se cansa e realmente manda tudo as favas! Até que realmente sai em busca da leveza e de novas experiências, e percebe que as outras tentativas de fazer diferente estavam atadas ao lastro "da exigência de que algo acontecesse". Essa leveza é realmente devastadora, no sentido que você se descobre fluida de novo... leve de novo... viva, enfim! Parece simples... e realmente o é... Contudo entendo que estamos em tempos onde a simplicidade não se atinge facilmente, definitivamente não é fácil ser simples... A simplicidade desse momento foi apenas seguir uma frase que muito me magoou em uma discussão... "vai viver a sua vida"... e dessa vez resolvi de fato acolher tal ordem!
E essa sensação de retorno a vida é absurdamente assustadora, as coisas voltam a te tomar com uma violência que aperta o coração... Vejo que os filtros arduamente construídos para me protejer dessa violência que é viver nesse mundo tão diverso, com tantas perspectivas foram puídos pelo descuido da leveza que me propus experenciar denovo... Será que viver é ficar entre a mesmice proporcionadas pelos filtros e a leveza devastadora das experiênicas da vida...? Não sei de mais nada, a única conclusão que consigo chegar é que realmente não é fácil ser simples... não é mesmo, mas tinha me esquecido como é bom o ser...

sexta-feira, 18 de junho de 2010